Dia do Servidor: telefonista Adriana já atendeu mais de 2 milhões de chamadas - Prefeitura de Cabreúva
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
                

        
        
        

        
        
        
        
        
        

        
        

        
        

        
        
        
                        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
          
        
        
        
        
        
        
        
        

		
		


    

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25 OUT

Dia do Servidor: telefonista Adriana já atendeu mais de 2 milhões de chamadas


Atualizado em 25 Out 2019 às 06h

Há 25 anos, a rotina de trabalho de Adriana Aparecida Biazin é praticamente a mesma: telefonista nata, daquelas quase em extinção, assume diariamente a linha de frente da Prefeitura de Cabreúva e atende servidores e munícipes em seu parrudo aparelho PABX – o principal parceiro da jornada.

 

Engana-se, e muito, quem aposta que a profissional encara a rotina com algum desalento. O ofício define a vida de Adriana. Já aposentada, ela sequer pensa em parar e diz com orgulho: “sou literalmente louca pelo que faço. Queria ser telefonista da Telesp (antiga estatal de telefonia), mas não deu. Não consegui na Telesp, mas realizei o sonho de ser telefonista”, garante com satisfação estampada no rosto.

 

Todos os dias, Adriana atende, em média, o impressionante número de 400 chamadas. São 8 mil ligações por mês. Quase 100 mil em um ano. Mais de 2 milhões de telefonemas após um quarto de século.   

 

Milhares e milhares de atendimentos e 25 anos depois, Adriana tornou-se numa agenda viva da Prefeitura de Cabreúva. Sabe, de cabeça, todos os números de sua extensa lista. São dezenas de ramais e números de demais serviços da cidade. Todos memorizados e sempre à ponta da língua.

 

Ela vai além. Reconhece muita gente apenas pelo tom de voz. É tida pelos funcionários da Prefeitura não apenas pela memória prodigiosa, mas também pelo bom humor contagiante.

 

“Eu entrei no primeiro concurso público que teve para telefonista. De lá pra cá, já estive na Educação, na Saúde… mas sempre na linha de frente, atendendo, falando com as pessoas.”

 

Uma dessas pessoas é dona Ermelinda, uma senhorinha que tem o hábito de ligar na Prefeitura frente a qualquer impasse doméstico.

 

“Tudo que ela precisa fazer, ela liga aqui antes pra confirmar. Se precisa colocar o lixo na rua, enfim… e, claro, eu sempre acabo ajudando. Com o tempo, construímos uma amizade.”

 

Adriana admite: é quase impossível não se envolver emocionalmente diante de alguns casos.

 

“Quando tem família com algum ente falecido em casa, eles ligam aqui porque não sabem o que fazer. Ou ainda uma mãe que liga pedindo ajuda, porque o filho está doente. A gente percebe, depois de tanto tempo, quando a história contada vem da alma. E não tem jeito… a emoção fala mais alto e eu faço tudo o que está em meu alcance pra tentar amenizar esse tipo de aflição.”

 

“É fácil ajudar. Só tem que estar disposto.”

 

Curso para Telefonista

No início dos anos de 1990, para que Adriana conseguisse o tão sonhado emprego de telefonista com carteira assinada, dependia de um certificado: a conclusão do curso de telefonista, que acontecia nas manhãs de sábado, em Jundiaí.

 

“A professora era uma senhora chamada Ana, telefonista de um grande hospital à época. Quando cheguei por lá, simplesmente fui avisada que não havia mais lugar. A turma era extensa, a sala estava lotada. Fui colocada em um cantinho, apesar de ter o recibo do pagamento pra fazer aquele curso. Fiquei por ali…”

 

Até que, pouco depois, uma das alunas virou e pediu ajuda.

 

- Ei, você sabe atender nesse aparelho?

 

- Claro que sim, vou te ajudar.

 

A professora logo percebeu um talento na aluna que, há pouco, havia sido preterida por ela.

 

- Ei, moça, venha até aqui. Você consegue orientar as alunas do curso?!

 

- Claro que sim!

 

E assim, em pouco tempo, Adriana saltou de aluna à professora. Passou com êxito pelos desafios postos à frente. Primeiro, operou como ninguém um equipamento KS, muito usado na época.

 

Depois, sentou-se em uma grande mesa. E assim como as telefonistas mais antigas, conectou cabos e mais cabos em um extenso painel cravado de furinhos, de onde luzes piscavam aos olhos a cada chamada.

 

Não havia equipamento que Adriana não soubesse mexer com intimidade.

 

Fez um trato, afinal, precisava do certificado. Ajudou Ana a lecionar para a classe, conseguiu a documentação e ainda teve seu dinheiro de volta. Pago em cheque.

 

“Até quando estou de férias, muita gente me liga, perguntando o número de um departamento ou o celular de alguém. Não me incomodo.”

 

Mesmo assim, a gente promete, Adriana… vamos tentar não ligar da próxima vez!

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Autoria: Thiago Secco
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