Alimentação Sustentável é tema de palestra para agentes de saúde e educadores - Prefeitura de Cabreúva
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
        
                

        
        
        

        
        
        
        
        
        

        
        

        
        

        
        
        
                        
        

		
		


    



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Alimentação Sustentável é tema de palestra para agentes de saúde e educadores

A secretaria de Saúde e nutricionista Rita Hollo foi a responsável pela palestra ‘Alimentação Sustentável’, que aconteceu na quarta-feira, 14, no auditório da EMEB Mário Faccioli, para os professores da Educação Infantil (0 a 5 anos), agentes comunitários de saúde e integrantes do Comitê Municipal do Programa São Paulo pela Primeiríssima Infância.

A ação teve como objetivo embasar os profissionais para que desenvolvam atividades em atenção à Semana Mundial do Bebê, que nesse ano terá como tema, em Cabreúva, ‘Piqueniques Sustentáveis’. A Semana do Bebê 2019 acontece entre os dias 26 de agosto e 1 de setembro.

Em sua palestra, Rita abordou, em especial, a identificação e consumo das PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), fontes baratas de vitamina, fibras e até proteína. “Hoje, vemos pessoas adoecendo cada vez mais cedo e com mais agravos, perdendo sua qualidade de vida. Mas é possível reverter essa situação. Comida nutritiva não precisa, necessariamente, ser cara”, disse.

Mudança alimentar: saúde, meio ambiente e bem estar social

Além de falar sobre saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida, a nutricionista abordou a relação das mudanças alimentares com as questões ambientais. Rita apresentou as conseqüências ambientais (como desmatamento, consumo excessivo de água e energia e processo de assoreamento de rios e nascentes) das monoculturas que são a base da nossa alimentação (soja, milho, trigo, arroz...), falou sobre os agrotóxicos recentemente liberados pelo Governo Federal (foram mais de 200 novos “defensores agrícolas” liberados em 2019: mais do que a União Europeia autorizou em oito anos), além de ter apresentado dados sobre a pobreza e a fome .

“Falar de alimentação sustentável é falar de ações para evitar o desperdício desses alimentos, de combate à fome e a subnutrição e, também, de segurança alimentar”, disse a nutricionista.

Rita apresentou sugestões de contribuir com esses objetivos, além de melhorar a própria saúde e qualidade de vida:

- Reduzir o consumo de carne (a nutricionista sugeriu a adesão ao movimento Segunda Sem Carne, que, além de promover maior consumo de vegetais, contribui com a redução da poluição causada pela pecuária)

- Consumo de orgânicos

- Dar preferência aos produtores locais (Cabreúva tem feiras livres às quintas na Estação Japi e às sextas na Praça Comendador Martins, a partir das 18h)

- Respeitar a sazonalidade (dar preferência para vegetais da época, que são mais baratos e nutritivos)

- Não promover a extração controlada (permitir que a natureza se recomponha e não apenas gastar seus recursos desenfreadamente)

- Reaproveitar alimentos (o que sobrou na panela pode virar outra refeição)

- Aproveitar integralmente os alimentos (talos, cascas e sementes também podem ser utilizados nas receitas)

- Consumir PANCs (baratas e nutritivas)

- Fazer lista de compras e planejar as refeições da semana (assim, é possível variar os itens e ter acesso a mais vitaminas)

- Ser flexível a substituições (assim, pode-se dar preferências a vegetais mais atraentes ou baratos na ocasião da compra)

- Reduzir a quantidade de embalagens (descascar mais e desembalar menos é o mantra para ter saúde e ajudar o meio ambiente)

- Realizar o armazenamento correto dos alimentos para que não estraguem e, assim, reduzir o desperdício

PANCs: saúde acessível

As Plantas Alimentícias Não Convencionais – as PANCs – são plantas comestíveis, super saudáveis mas que não são facilmente encontradas para comprar: ao contrário, as PANCs, por serem hortaliças nativas e espontâneas, são normalmente confundidas com ervas daninhas, por nascerem em quintais, no meio das hortas e até em lugares mais improváveis, como terrenos baldios, cantinhos de calçadas e frestas de paredes.

Segundo a nutricionista, as PANCs são muito resistentes e, portanto, muito ricas em nutrientes e fibras. “Além de saudáveis, as PANCs são leves, tem poucas calorias e ajudam muito na manutenção das bactérias boas do intestino”, disse.

Rita apresentou diversas espécies aos presentes, suas principais características nutricionais e de identificação, como: ora-pro-nobis, serralha, araruta, cará moela, jacatupê, abóbora do mato, cambuci, uva japonesa, jatobá, almeirão do campo, azedinha, beldroega, bertalha, capuchinha, caruru, dente de leão (folhas), hibiscus, jaracatiá, mastruz, pimenta rosa, peixinho, picão preto e taioba.

Rita citou como exemplo a grumixama, o almeirão do campo, as folhas do dente de leão e o cará moela, que ela mesma já encontrou no centro de Cabreúva.

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Autoria: Jaqueline Rosa

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