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Jibóia de 1.80m é solta na Serra do Japi
Uma jibóia de aproximadamente 1.80m e 8 kg foi resgatada na quinta-feira (26), pela Defesa Civil de Cabreúva na imediações da Fazenda Boa Esperança, próximo ao bairro Bananal.
As jibóias são serpentes de médio e grande porte, podendo chegar a 4m de comprimento. Seu corpo cilíndrico, ligeiramente comprimido nas laterais, evidencia sua forte musculatura.
De acordo com a Defesa Civil são encontradas muitas jibóias em Cabreúva, algumas feridas no asfalto, quando fogem dos incêndios, e outras encontradas por trabalhadores rurais que assustados com a imponência da serpente chamam a Defesa Civil.
Segundo os agentes da Defesa Civil, a jibóia encontrada nesta quinta-feira foi solta na mata, no interior da Serra do Japi.
Jibóia (boa constrictor amarali)
Alimentam-se basicamente de aves e de pequenos e médios mamíferos, que matam por constrição. Sua pupila vertical as caracteriza como animais noturnos, embora a prática mostre que possuem também atividades diurnas. Podem ter até 50 filhotes que nascem entre novembro e fevereiro, já totalmente formados, sendo portanto uma espécie vivípara (ou ovípara dependendo do autor).
Existe muito folclore em torno das jibóias. Em algumas regiões do Brasil, sua cabeça é cortada e usada como colar, com a finalidade de "fechar o corpo", protegendo o indivíduo contra uma série de males e "maus olhados".
O famoso "Bafo de Jibóia" que popularmente causa manchas e feridas na pele, nada mais é que uma estratégia de defesa, onde a serpente expulsa o ar dos pulmões, produzindo um som característico; essa reação vem, muitas vezes, acompanhada do "bote".
No Brasil consideram-se duas subespécies; Boa constrictor constrictor Forcart, 1960, de grande porte, coloração amarelada e pouco agressiva, distribuindo-se pela região amazônica e pelo nordeste; e Boa constrictor amarali Stull, 1932, de menor porte, mais escura (acinzentada), mais agressiva, distribuindo-se do centro-oeste para o sul. |