
Tuberculose ainda é um dos principais problemas de Saúde Pública
A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais antigas de que se tem notícia e, apesar dos grandes avanços da medicina, ainda é uma grande preocupação para a Saúde Pública. Os números em todo o país são alarmantes, mas a tuberculose tem cura se for seguido o tratamento corretamente.
Segundo o Ministério da Saúde a tuberculose faz cerca de 90 mil vitimas todos os anos no Brasil. Medidas preventivas e tratamento adequado são fundamentais para evitar que a doença se alastre, pois cada portador pode contaminar até dez pessoas ao ano. De acordo com a diretora de saúde de Cabreúva, Takako Y. Ida, os principais sintomas da doença são: tosse persistente por mais de tres semanas, cansaço físico, falta de apetite, febre (geralmente baixa), sudorese intensa principalmente à noite e perda de peso.
O diagnóstico da doença é feito pelo exame de escarro, um método simples, barato e disponível na rede pública de saúde. A radiografia de tórax também é muito importante no diagnóstico pois pode sugerir e indicar a necessidade da coleta do exame de escarro.
“O tratamento para a tuberculose é gratuito e está disponível nas unidades básicas de saúde de todo o país. O período mínimo para o tratamento é de seis meses”, informa Takako. Em Cabreúva o tratamento para a tuberculose é realizado no Centro de referências das doenças infecto contagiosas do município - o Centro de Saúde III. Para lá são encaminhados todos os pacientes com sintomas da doença, atendidos em qualquer unidade de saúde do município, para diagnóstico, confirmação de caso e tratamento totalmente gratuito.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, atualmente o CSIII tem nove pacientes em tratamento contra a tuberculose pulmonar (existem outros tipos de tuberculose – como ganglionar, renal e óssea, entre outras). “Vale ressaltar que o período mínimo para o tratamento é de seis meses. Boa parte dos pacientes apresenta melhora significativa nos três primeiros meses e acha que dá para interromper a medicação, o que pode resultar em recaída e internação, além do bacilo da doença ficar mais resistente ao tratamento. Com o bacilo mais resistente, alguns casos necessitam de mudança de esquema de tratamento e ficam muito mais complicados”, explica Takako.

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