Saúde faz campanha de prevenção contra esquistossomose

A Secretaria Municipal da Saúde iniciou, na segunda-feira,  25 de maio, uma campanha de prevenção contra a esquistossomose, doença que foi encontrada inicialmente nas múmias do antigo Egito e que, provavelmente, desde então foi se disseminando nas regiões tropicais e subtropicais do planeta.

A campanha visa chamar a atenção de quem frequenta, ou freqüentou lagos, lagoas, represas, açudes ou rios, seja para nadar, pescar ou trabalhar, locais preferidos para os criadouros dos caramujos, vetores da esquistossomose. O exame de fezes para os interessados é gratuito, assim como o tratamento, se a doença for detectada.

A esquistossomose ainda persiste em todos os Estados do país. Causada pela bactéria Schistosoma mansoni é contraída quando se entra em contato com água contaminada, como rios, lagos e poças.

A doença pode atravessar vários anos no organismo sem apresentar sintomas. Mas, quando aparecem, os sintomas mais comuns são fraqueza, anemia, prostração, além da conhecida barriga inchada ou barriga d’água.

A idade mais acometida é o fim da infância e início da adolescência, fase em que o contato com água de rios, lagos e enchentes é mais comum.


Sintomas da esquistossomose

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a pessoa infectada  pode desenvolver erupções e coceira na pele. Febre, calafrios, tosse e dor muscular também são sintomas da doença. Os ovos viajam ao fígado ou passam para o intestino ou bexiga, causando inflamação ou cicatrizes.

Crianças que são repetidamente infectas podem desenvolver anemia, subnutrição e dificuldades de aprendizado.  O parasita também pode danificar o fígado, intestinos, pulmões e bexiga. 

“A esquistossomose tem tratamento e cura, mas o melhor remédio ainda é a prevenção. Por isso é importante que as pessoas se conscientizem do problema e não nadem em locais como lagoas, lagos ou rios onde haja o caramujo transmissor da doença”, esclarece a diretora de saúde Takako Y. Ida.


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